"Pior do que uma mulher que fala o que pensa, é uma que escreve..." (Tati Bernardi)
terça-feira, 13 de dezembro de 2011
domingo, 16 de outubro de 2011
Até hoje ainda não sei como aconteceu.
Em um instante estávamos conversando, no seguinte, ela inclinou-se sobre mim. Por um segundo, quis saber se o beijo quebraria o feitiço que nos envolvia, mas já era tarde demais para parar. Quando os lábios dela tocaram os meus, soube que poderia viver cem anos e visitar o mundo todo e nada se compararia ao momento único em que beijei a mulher dos meus sonhos e soube que meu amor duraria para sempre.
( Livro: Querido John )
segunda-feira, 3 de outubro de 2011
Carta do desapego
Porque tudo o que foi bom, merece ser agradecido
Eu não vim aqui pra chorar, não. Chega de choro - porque meu travesseiro e meus amigos já ouviram demais e já cansaram de tanta lamúria, estão quase me dando tapas para eu acordar - , chega de sentir qualquer movimento doer. Vamos dar um fim a essa melancolia de querer tanto insistir numa história que já teve seu ápice e que terminou no meio do nada. Eu vim é agradecer, ouviu bem?
Porque há alguns dias atrás, eu ainda me achava a mulher meio intelectual demais, com uma lista imensa de livros debaixo do braço, meio triste por não saber como não deixar as coisas morrerem e com um desejo imenso de fazer alguém feliz. Porque, há alguns poucos dias, eu ainda era meio insana, meio iludida com os pontapés da vida, sem fé nenhuma de que as coisas poderiam melhorar, meio atordoada, meio cansada, meio icompreendida e totalmente vazia. Antes de você eu achava que nada daria certo, não botava fé no meu taco e, principalmente, não me sentia livre para amar. Achava que todos os homens do mundo eram completos babacas. Mas você me mostrou que não. Não você. Você foi só meio babaca. Infelizmente, e até mesmo por conta daquela risada que você solta quando me vê irritada. Há alguns dias, não conseguia encontrar nada a que dedicar minhas palavras, então parei de escrever. E você veio acentuando tudo, colocando os pingos e me dando uma vírgula. E essa única vírgula foi o que me fez não me permitir morrer desastrosamente ali mesmo, foi o que não me deixou ficar sentada na beira do asfalto. A tua vírgula foi o que fez a minha história continuar. E me achava meio desacreditada, meio piegas, meio solitária, muito descrente. Antes de você eu não sentia saudade da voz de ninguém, não tinha vontade alguma de levantar da cama no domingo e nunca havia experimentado a sensação de sair do trabalho sem a mínima vontade de ir para a minha casa. Agora, optei pela sua. Antes de você eu não sorria para as janelas do ônibus, relembrando qualquer coisa meio boba e só nossa. E quando digo só nossa, é porque nao compartilhei com mais ninguém, porque nenhuma outra pessoa do mundo entenderia o brilho disso tudo. Não dedicava meu tempo a mais ninguém, porque não havia ninguém que me deixasse disposta a atravessar os dias com um sorriso de orelha a orelha. Escrevo para ti essa carta, e que ao tocar no mesmo papel, você sinta que meus dedos passaram por essas linhas assim como passaram pela pele do seu rosto.
E agradeço cada um dos teus erros, também. Cada uma das tuas falhas - que te tornam grandiosamente humano. Porque compreendi que nem sempre gostar é suficiente, e que se doar exige uma coragem absurda. Que se doar é semelhante a deixar arrancarem-se pedaços do corpo, do coração. E o que pode ser estritamente válido para mim - como a doação - pode ser tremendamente angustiante e assustador para o outro. Só agora entendo, que doação também é morrer um pouco por alguém. Você, que já se deu tanto, e que já deixou tantos te tirarem um pedaço, pode não querer correr o risco de se despedaçar por alguém. Eu sou extremamente corajosa, entregue, até mesmo meio inocente nesse aspecto. Confio com todas as forças, faço valer, ajo e depois penso, e por isso não sei lidar com quem tem medo da vida. Desculpa por exigir tanto de você o que você não consegue controlar. Aliás, acho que você é o único homem em que eu sempre confiei, acreditei e continuo acreditando de maneira insuportavelmente ingênua. Tanto que meus amigos não paravam de me alertar dos riscos no caminho. Não me arrependo: minha confiança é tua. E ainda com tanto medo, tanto receio, você tentou forçar as tuas portas para eu entrar - da casa, do coração. Tanto que tuas maiores provas foram dizeres de 'saudades' e tantos cuidados desnecessários para a minha proteção. Mas eu não quis me proteger, queria sentir o que viesse: dor ou amor. E você não compreendia isso, só pensava no que me faria bem. Não consigo entender como alguém consegue tanto cuidar dos outros como você, de maneira que me irrite tanto. Não queria sofrer por antecedência, pensar nos males que talvez viessem, queria pensar só no que eu queria e ponto. Mas você arrancou meu ponto, e me colocou uma vírgula, aberta a diversas possibilidades. E agora, finalmente compreendi que você não pode - e nem deve - deixar de ser quem é por mim. Eu quis uma mudança tua, mas dentro do seu molde. Com teu jeito, tua cara. Essa tão bonita que me sorri de nervosa, sem saber o que dizer.
Mas não precisa dizer nada, não. Compreende o meu silêncio restrito também, por favor. Preciso arrumar maneiras de fazer tantos curativos na minha alma, e esta carta é uma maneira de te dizer que perdôo e aceito. Que tua vinda me fazia ansiar pelas ligações demoradas, e que mesmo após o término eu ainda recolho todos os doces e bons acontecimentos do meu dia e sinto vontade de te mandar embrulhado pra presente. Que faz falta a tua voz. Dizer que você me olhava, fundo nos olhos de que tanto temia - por eu ser decidida, meio obsessiva e intensa - e eu mal conseguia dissenir as coisas porque só conseguia prestar atenção no seu perfume que me deixava em transe, com vontade de mandar tudo para o espaço e ficar te olhando. Olha, eu não sei sentir raiva, me desculpe. Até eu mesma preciso me desculpar por isso, porque se no mínimo a raiva habitasse meu peito, eu poderia te esquecer mais fácil. Dizer que todas as coisas ruins você me fez embolorou as coisas boas também. Mas eu não sou assim, você sabe. Só sinto cumplicidade, um tanto de mágoa que passará em um dia ou dois e uma vontade meio idiota de querer, acima de tudo, que você fique bem logo. Por isso sou tão áspera, tão ríspida, sumo. Porque preciso me fazer entender que é hora de cuidar de mim, me forçar a tranformar a sua meia-babaquice numa catástrofe mundial.
A única coisa que eu consigo sentir, enfim, é uma coisa boa. A mesma fé que você me trouxe que as coisas dariam certo (e que continua aqui dentro). A mesma convicção de que sou intensa pra caramba, de que nada é por acaso e que ninguém precisa de ninguém pra ser feliz. Essa parte, os amigos e uma garrafa de vodca resolvem. Continua essa sensação de que eu sou mais forte do que pensava, e eu cresço internamente aprendendo que ninguém nos deve nada, por mais de que tenhamos nos dedicado a esse alguém. E que mesmo assim, podemos sorrir ao lembrar de uma piada idiota e uma sorrateira mão na bunda disfarçada. Que, ao invés de pedir, posso agradecer o quanto foi bom te ter na minha vida, te ver fazendo manha pra andar algumas quadras e reprimindo uma reclamação pelo meu atraso. E claro, sua admiração por mim, sua busca incessante por querer fazer parte. E se agora a saudade empurra algumas lágrimas dos olhos, eu enxugo com as mesmas mãos que um dia você encorajou a construir. E, sem dó, sem ressentimento, sem insistência, estão seguindo adiante com tudo aquilo que aprenderam. Me sinto bem em me saber meio intelectual, meio carente, totalmente determinada e destemida. Porque agora botei na cabeça que é a hora certa pra se despedir, e arranquei todos os medos de seguir sozinha. 'Ser feliz não dói', diz a Tati, e eu sigo. Leia essa carta com a plena certeza de que foi um bom homem para mim, e de que é um ser humano de coração imensamente incomparável. E, dessa vez, sou eu quem te suplica, com carinho: te cuida. Te cuida, porque saio da frente da sua vista com a plena certeza de que cuidei o máximo que pûde.
Te escrevo agora, sendo maior, mais confiante, e com a plena certeza de que até o que dói pode ser bonito.
Daquela que admira sua forma de viver, um beijo.
(Pego emprestado do blog 'Só enquanto eu respirar')
Porque há alguns dias atrás, eu ainda me achava a mulher meio intelectual demais, com uma lista imensa de livros debaixo do braço, meio triste por não saber como não deixar as coisas morrerem e com um desejo imenso de fazer alguém feliz. Porque, há alguns poucos dias, eu ainda era meio insana, meio iludida com os pontapés da vida, sem fé nenhuma de que as coisas poderiam melhorar, meio atordoada, meio cansada, meio icompreendida e totalmente vazia. Antes de você eu achava que nada daria certo, não botava fé no meu taco e, principalmente, não me sentia livre para amar. Achava que todos os homens do mundo eram completos babacas. Mas você me mostrou que não. Não você. Você foi só meio babaca. Infelizmente, e até mesmo por conta daquela risada que você solta quando me vê irritada. Há alguns dias, não conseguia encontrar nada a que dedicar minhas palavras, então parei de escrever. E você veio acentuando tudo, colocando os pingos e me dando uma vírgula. E essa única vírgula foi o que me fez não me permitir morrer desastrosamente ali mesmo, foi o que não me deixou ficar sentada na beira do asfalto. A tua vírgula foi o que fez a minha história continuar. E me achava meio desacreditada, meio piegas, meio solitária, muito descrente. Antes de você eu não sentia saudade da voz de ninguém, não tinha vontade alguma de levantar da cama no domingo e nunca havia experimentado a sensação de sair do trabalho sem a mínima vontade de ir para a minha casa. Agora, optei pela sua. Antes de você eu não sorria para as janelas do ônibus, relembrando qualquer coisa meio boba e só nossa. E quando digo só nossa, é porque nao compartilhei com mais ninguém, porque nenhuma outra pessoa do mundo entenderia o brilho disso tudo. Não dedicava meu tempo a mais ninguém, porque não havia ninguém que me deixasse disposta a atravessar os dias com um sorriso de orelha a orelha. Escrevo para ti essa carta, e que ao tocar no mesmo papel, você sinta que meus dedos passaram por essas linhas assim como passaram pela pele do seu rosto.
E agradeço cada um dos teus erros, também. Cada uma das tuas falhas - que te tornam grandiosamente humano. Porque compreendi que nem sempre gostar é suficiente, e que se doar exige uma coragem absurda. Que se doar é semelhante a deixar arrancarem-se pedaços do corpo, do coração. E o que pode ser estritamente válido para mim - como a doação - pode ser tremendamente angustiante e assustador para o outro. Só agora entendo, que doação também é morrer um pouco por alguém. Você, que já se deu tanto, e que já deixou tantos te tirarem um pedaço, pode não querer correr o risco de se despedaçar por alguém. Eu sou extremamente corajosa, entregue, até mesmo meio inocente nesse aspecto. Confio com todas as forças, faço valer, ajo e depois penso, e por isso não sei lidar com quem tem medo da vida. Desculpa por exigir tanto de você o que você não consegue controlar. Aliás, acho que você é o único homem em que eu sempre confiei, acreditei e continuo acreditando de maneira insuportavelmente ingênua. Tanto que meus amigos não paravam de me alertar dos riscos no caminho. Não me arrependo: minha confiança é tua. E ainda com tanto medo, tanto receio, você tentou forçar as tuas portas para eu entrar - da casa, do coração. Tanto que tuas maiores provas foram dizeres de 'saudades' e tantos cuidados desnecessários para a minha proteção. Mas eu não quis me proteger, queria sentir o que viesse: dor ou amor. E você não compreendia isso, só pensava no que me faria bem. Não consigo entender como alguém consegue tanto cuidar dos outros como você, de maneira que me irrite tanto. Não queria sofrer por antecedência, pensar nos males que talvez viessem, queria pensar só no que eu queria e ponto. Mas você arrancou meu ponto, e me colocou uma vírgula, aberta a diversas possibilidades. E agora, finalmente compreendi que você não pode - e nem deve - deixar de ser quem é por mim. Eu quis uma mudança tua, mas dentro do seu molde. Com teu jeito, tua cara. Essa tão bonita que me sorri de nervosa, sem saber o que dizer.
Mas não precisa dizer nada, não. Compreende o meu silêncio restrito também, por favor. Preciso arrumar maneiras de fazer tantos curativos na minha alma, e esta carta é uma maneira de te dizer que perdôo e aceito. Que tua vinda me fazia ansiar pelas ligações demoradas, e que mesmo após o término eu ainda recolho todos os doces e bons acontecimentos do meu dia e sinto vontade de te mandar embrulhado pra presente. Que faz falta a tua voz. Dizer que você me olhava, fundo nos olhos de que tanto temia - por eu ser decidida, meio obsessiva e intensa - e eu mal conseguia dissenir as coisas porque só conseguia prestar atenção no seu perfume que me deixava em transe, com vontade de mandar tudo para o espaço e ficar te olhando. Olha, eu não sei sentir raiva, me desculpe. Até eu mesma preciso me desculpar por isso, porque se no mínimo a raiva habitasse meu peito, eu poderia te esquecer mais fácil. Dizer que todas as coisas ruins você me fez embolorou as coisas boas também. Mas eu não sou assim, você sabe. Só sinto cumplicidade, um tanto de mágoa que passará em um dia ou dois e uma vontade meio idiota de querer, acima de tudo, que você fique bem logo. Por isso sou tão áspera, tão ríspida, sumo. Porque preciso me fazer entender que é hora de cuidar de mim, me forçar a tranformar a sua meia-babaquice numa catástrofe mundial.
A única coisa que eu consigo sentir, enfim, é uma coisa boa. A mesma fé que você me trouxe que as coisas dariam certo (e que continua aqui dentro). A mesma convicção de que sou intensa pra caramba, de que nada é por acaso e que ninguém precisa de ninguém pra ser feliz. Essa parte, os amigos e uma garrafa de vodca resolvem. Continua essa sensação de que eu sou mais forte do que pensava, e eu cresço internamente aprendendo que ninguém nos deve nada, por mais de que tenhamos nos dedicado a esse alguém. E que mesmo assim, podemos sorrir ao lembrar de uma piada idiota e uma sorrateira mão na bunda disfarçada. Que, ao invés de pedir, posso agradecer o quanto foi bom te ter na minha vida, te ver fazendo manha pra andar algumas quadras e reprimindo uma reclamação pelo meu atraso. E claro, sua admiração por mim, sua busca incessante por querer fazer parte. E se agora a saudade empurra algumas lágrimas dos olhos, eu enxugo com as mesmas mãos que um dia você encorajou a construir. E, sem dó, sem ressentimento, sem insistência, estão seguindo adiante com tudo aquilo que aprenderam. Me sinto bem em me saber meio intelectual, meio carente, totalmente determinada e destemida. Porque agora botei na cabeça que é a hora certa pra se despedir, e arranquei todos os medos de seguir sozinha. 'Ser feliz não dói', diz a Tati, e eu sigo. Leia essa carta com a plena certeza de que foi um bom homem para mim, e de que é um ser humano de coração imensamente incomparável. E, dessa vez, sou eu quem te suplica, com carinho: te cuida. Te cuida, porque saio da frente da sua vista com a plena certeza de que cuidei o máximo que pûde.
Te escrevo agora, sendo maior, mais confiante, e com a plena certeza de que até o que dói pode ser bonito.
Daquela que admira sua forma de viver, um beijo.
(Pego emprestado do blog 'Só enquanto eu respirar')
quinta-feira, 15 de setembro de 2011
O homem mais bonito do mundo.
sexta-feira, 9 de setembro de 2011
Ela te deu espaço. Um lugar ao lado, duas prateleiras do armário e todos os compartimentos de seu coração.
Te deu apoio quando foi preciso, te deu a mão pra caminhar junto e abraçou o mundo de planos bonitos que você apresentou. Ela ignorou os rumores passados, apontou e remou pro futuro, preferiu pagar pra ver as delícias do presente a dois. Mas agora você esta aí, se distraindo com o horizonte, talvez dramatizando que a vida é mesmo difícil.
Ela, que não é fácil, admite que contém malaguetas em seu temperamento, reconhece os que se arriscam a lidar com seus ensaios tempestivos e nessa, meu amigo, você foi condecorado. Ela sabe, e você também, que ainda assim, como "A Ana" ela é doce quando doce e sabe do que você gosta. Café forte, música baixa, terças pro futebol, torta de amendoim, beijo no pescoço. Ela sabe te ganhar. Assim como também se vê conquistada, desarmada. Colo pra dormir, suco fresco de limão, barzinho aos fins de semana, massagem nos pés. Dos paparicos recíprocos. Com tanto infinito particular na balança, ela, sem hesitar, reinventou seus rumos. Apagou suas burradas, perdoou seus passos errantes, considerou seus diferenciais, venceu o medo do amanhã e apostou num sentimento nunca antes vivido. Ela, que não se arrepende nem um minuto, vive de aprender com você. Aprender como ignorar uma provocação, como pensar vinte vezes antes de proferir palavras tortas, como fazer noites de chuva virarem madrugada. Ela compreende teus defeitos, admira sua mansidão, aprendeu tuas receitas, entrou pra tua história e te nomeou personagem principal da dela. E como é lindo os capítulos que vocês escrevem juntos. Pintando de sonho a vida real, driblando os dias nublados, legitimando a fortaleza de um sentimento verdadeiro. Se não me engano, é este mesmo sentimento que vence os atritos triviais, a maldade alheia, o possível cansaço de dias iguais. Não lhe importa a opinião avessa, ela aposta no seu sucesso, topou a futura viagem para a Indonésia, te convenceu de conhecer Paris. Soube que ela até mudou de idéia sobre a idéia de casamento, só não abre mão de não alterar o sobrenome.
Sim, sei que em muitas coisas você cedeu também. Mas há tanta vantagem pra você relevar. No entanto, dominado pelo orgulho, você continua aí, perdendo noites de sono, confundindo pirraça com solidão. Pensa comigo, meu caro. Não há motivo pra essa birra agora. Se ela tem um lado que arde e expressa ciúme, é porque cara feia não lhe convém. Se reclama do seu cigarro, é porque te quer bem. Se te cobra mais tempo junto, é porque o muito é pouco quando se está junto de quem faz o tempo e o pensamento voar. Se não te procura após uma briga, não é castigo, meu amigo, ela flerta com a saudade. Quer ver se te inquieta também.
Nos dias deste silêncio bobo, fez uma carta contando tudo que adora no teu jeito, revelou aquela foto na praia, comprou seu bombom preferido, ensaiou o beijo mais bonito.
Você me pergunta se no meio desse orgulho desnecessário ela ainda pensa em você? Cara, desconfio que ela te ama.
( Yohana SanFer / Título Original do texto: She loves you )
terça-feira, 6 de setembro de 2011
terça-feira, 30 de agosto de 2011
terça-feira, 23 de agosto de 2011
Amor só, não basta.
Aos que não casaram, Aos que vão casar, Aos que acabaram de casar, Aos que pensam em se separar, Aos que acabaram de se separar. Aos que pensam em voltar...
Não existem vários tipos de amor, assim como não existem três tipos de saudades, quatro de ódio, seis espécies de inveja.
O AMOR É ÚNICO,
como qualquer sentimento, seja ele destinado a familiares, ao cônjuge ou a Deus.
A diferença é que, como entre marido e mulher não há laços de sangue.
A SEDUÇÃO tem que ser ininterrupta...
Por não haver nenhuma garantia de durabilidade, qualquer alteração no tom de voz nos fragiliza, e de cobrança em cobrança, acabamos por sepultar uma relação que poderia SER ETERNA.
Casaram. Te amo pra lá, te amo pra cá. Lindo, mas insustentável. O sucesso de um casamento exige mais do que declarações românticas.
Entre duas pessoas que resolvem dividir o mesmo teto, tem que haver muito mais do que amor, e às vezes, nem necessita de um amor tão intenso. É preciso que haja, antes de mais nada, RESPEITO.
Agressões zero.
Disposição para ouvir argumentos alheios. Alguma paciência... Amor só, não basta. Não pode haver competição. Nem comparações. Tem que ter jogo de cintura, para acatar regras que não foram previamente combinadas. Tem que haver BOM HUMOR
para enfrentar imprevistos, acessos de carência, infantilidades.
Tem que saber levar.
AMAR SÓ É POUCO.
Tem que haver inteligência. Um cérebro programado para enfrentar tensões pré-menstruais, rejeições, demissões inesperadas, contas para pagar.
Tem que ter disciplina para educar filhos, dar exemplo, não gritar.
Tem que ter um bom psiquiatra. NÃO ADIANTA, apenas, amar.
Entre CASAIS que se unem , visando à longevidade do matrimônio, tem que haver um pouco de SILÊNCIO, amigos de infância, vida própria, um tempo pra cada um.
Tem que haver CONFIANÇA.
Certa camaradagem, às vezes fingir que não viu, fazer de conta que não escutou. É preciso entender que união não significa, necessariamente, fusão.
E que amar "solamente", não basta.
Entre homens e mulheres que acham que
O AMOR É SÓ POESIA,
tem que haver discernimento, pé no chão, racionalidade. Tem que saber que o amor pode ser bom pode durar para sempre, mas que sozinho não dá conta do recado.
O amor é GRANDE, mas não são dois.
Tem que saber se aquele amor faz bem ou não, se não fizer bem, não é amor. É preciso convocar uma turma de sentimentos para amparar esse amor que carrega o ônus da onipotência.
O amor até pode nos bastar, mas ele próprio não se basta.
Um bom Amor aos que já têm!
Um bom encontro aos que procuram!
E felicidades a todos nós!
segunda-feira, 22 de agosto de 2011
“Gosto de quem entende o que eu digo. De quem escuta o que eu penso. Da minha prole. Dos meus discos. Dos meus livros. Da minha solidãozinha. Dos meus blues. Do meu umbigo. De unhas cor de carmim. De homem que sabe ser homem. De noites em claro e dias em branco. De chuva e de sol. Eu guardo as minhas rejeições em vidrinhos rotulados com o nome deles. Eu sou mole demais por dentro pra deixar todo mundo ver. Eu deixo pra quem eu acho que pode comigo. Ninguém sabe. Mas eu tenho coração de moça.”
sexta-feira, 19 de agosto de 2011
terça-feira, 16 de agosto de 2011
Eu tenho um pouco de dó das pessoas que não têm você.
Dó porque elas não ganham os seus beijos antes de dormir e, muito menos, percebem a diferença do seu cheiro pela manhã. Fresco. Eu tenho um pouco de pena do mundo que gira sem saber que você existe. Pena porque eles não sabem dos seus sorrisos e, muito menos, dos abraços que você sabe dar como ninguém. Nossos. Eu sinto muito por muita gente e muita coisa, às vezes é muito ruim estar extremamente feliz quando o mundo inteiro lá fora está mesmo uma porcaria. Mas não, eu não dividiria você com mais ninguém pra humanidade ser um pouco mais feliz. Eu não sou tão generosa assim.
domingo, 14 de agosto de 2011
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